Cushman & Wakefield apresenta resumo da sua atividade em Portugal

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A consultora imobiliária global Cushman & Wakefield (C&W) anunciou hoje os resultados referentes à sua atividade a nível nacional do ano de 2012.

Segundo Eric van Leuven, managing partner da consultora em Portugal, “2012 foi o pior ano das últimas décadas para o mercado imobiliário tendo-se caracterizado sobretudo por um volume de transações muito baixo: do lado da ocupação registaram-se poucas operações, motivadas essencialmente pela redução de espaço e de custos sendo que a absorção de escritórios não deverá ter ultrapassado os 100.000 m2. Por outro lado, o volume de investimento em imóveis comerciais terá sido da ordem de apenas 100 milhões de euros, versus 200 milhões em 2011 e 700 milhões de euros em 2010”.

“Quanto à nossa atividade, obtivemos um volume de faturação igual ao de 2011 e conseguimos concluir um número significativo de negócios e ganhar importantes instruções em todas as linhas de serviço. O ano de 2012 foi de novo excelente para as equipas ditas não-transacionais como gestão de imóveis, avaliações e gestão de projetos - que continuam a ganhar quota de mercado e a apresentar taxas de rentabilidade muito positivas”.

A equipa de gestão de imóveis teve um ano muito positivo com a obtenção de um importante mandato para gerir nove edifícios (31.000 m2) do fundo IVG na Quinta Fonte, em Oeiras. Atualmente, este departamento tem 40 edifícios de escritórios e 6 centros comerciais sob gestão, totalizando mais de 340.000 m2 de área e um volume anual de rendas de 45 milhões de euros.

Quanto a avaliações, a equipa da C&W reforçou a sua posição de líder de mercado com a avaliação anual de imóveis num valor global de mais de 19 mil milhões de euros, incluindo ativos de retalho, escritórios, residencial, turismo e industrial.

Também o departamento de gestão de projetos teve um ano bom, tendo dado cumprimento ao mandato para a gestão e fiscalização da obra do Évora Shopping, para arquitetura e gestão de várias sedes de escritórios, remodelação de instalações do colégio St. Julian’s, entre outros.

A atividade do departamento de Research & Consultoria na área de estudos de mercado registou uma maior diversificação, alargando o seu leque de serviços internacionalmente com o desenvolvimento de estudos em Espanha, na América do Sul e em África, tanto para investidores como retalhistas. A maior procura de análises de melhor uso alternativo, feitos em conjunto com a equipa de avaliações, manteve-se em 2012, como resposta à necessidade de adaptar os projetos a uma nova realidade.

Os departamentos comerciais sofreram mais com a conjuntura económica, tendo contudo concluído alguns negócios relevantes nas várias áreas de atividade.

O mercado de investimento imobiliário sofreu mais, quer pela falta de financiamento interno quer pela falta de credibilidade externa, e foram concluídas não mais do que 6 operações de venda durante todo o ano, com um total de volume de transação de cerca de 100 milhões de euros.

O departamento de investimento foi responsável pela venda de um edifício na Av. da Liberdade que será alvo de reabilitação e reposicionamento, e também de um health club a um investidor institucional português. Em 2012 a C&W desenvolveu ainda a linha de serviço de reabilitação urbana com o objetivo de construir soluções que viabilizem o reposicionamento e revitalização dos ativos imobiliários, e em 2013 continuará a apostar fortemente nesta área.

A equipa de escritórios esteve envolvida no arrendamento de cerca de 21.000 m2 de novos escritórios, nos quais se incluem a colocação da Teleperformance no edifício Espace, o BNI no Marquês de Pombal, a Eaglestone no edifício Café Lisboa, a JP Sá Couto no Mar Vermelho, a Beckman Coulter no Parque Suécia, ManPower na Torre Ocidente, para além de inúmeros processos de renegociação de contratos. Atualmente, esta equipa tem a seu cargo a comercialização de cerca de 80.000 m2 de espaços na grande Lisboa, dos quais se destacam os edifícios Étoile 240, Avenida 252, a Torre Ocidente, os edifícios Espace e Explorer, o Chiado Terrasse, o Parque Suécia e o Edifício Adamastor da Imopólis, os Miraflores Premium 1 e 5 da MEAG e o portfólio IVG na Quinta da Fonte.

Apesar das grandes quebras registadas no consumo, o departamento de retalho foi responsável pela comercialização de 5.000 m2 em espaço de retalho de rua, distribuídos por 17 lojas das quais se destacam a loja flagship da Cartier, com abertura prevista para o Verão de 2013, e a recém inaugurada Boutique dos Relógios Plus, ambas na Avenida da Liberdade. Relativamente a centros comerciais, a equipa transacionou 19.000 m2 em projetos novos e existentes e dos quais merecem relevo os mais de 2.300 m2 que a H&M abrirá no Glicinias Plaza, em Aveiro.

A equipa de industrial e terrenos, e apesar do forte abrandamento de atividade no setor, esteve envolvida em alguns negócios relevantes sobretudo na ocupação de pequenos e médios armazéns para operações logísticas e de armazenagem. Em 2012, o departamento ganhou ainda importantes instruções, incluindo a de comercialização de um portfólio de terrenos para promoção na Urbanização Alta de Lisboa.

No que diz respeito a previsões para 2013, Eric van Leuven comenta: “2013 não será um ano muito diferente do ano passado, uma vez que a austeridade continua, e assistiremos ainda a um forte aumento da carga fiscal que poderá acentuar a retração do consumo e atrasar o regresso da confiança por parte das empresas. Temos contudo alguma esperança na melhoria das condições do mercado imobiliário, uma vez que todos os intervenientes já têm um maior realismo e se encontram mais preparados para rever as tradicionais equações e modelos de negócio”.

“Em relação à atividade da Cushman & Wakefield, e antevendo um ano não muito diferente do que 2012, encaramos 2013 com algum otimismo pela estrutura e competências da empresa adaptadas a esta nova realidade, pela carteira de clientes sólida que temos e pelo ambicioso pipeline de trabalho”, conclui Eric van Leuven.