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Rooftops de Lisboa destacam-se à escala europeia

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A Cushman & Wakefield lançou recentemente o estudo Rooftops of EMEA que analisa o recente desenvolvimento deste conceito imobiliário. Os terraços lisboetas destacam-se nesta publicação que seleciona 20 projetos diferenciadores na Europa. Pelo seu conceito inovador e claro sucesso são referidos o Rio Maravilha, no LX Factory, e o Park, no Chiado, como excelentes exemplos deste formato em franco crescimento na Europa.

O relatório afirma que, num mundo que será cada vez mais pautado pela experiência, o futuro do imobiliário passará pela sua capacidade de criar uma ligação emocional dos indivíduos aos espaços físicos, através de conceitos inovadores, icónicos e memoráveis. Neste sentido os rooftops surgem com uma força renovada, pelo seu caracter diferenciador e marcante.

O potencial das coberturas dos edifícios está ainda numa fase de descoberta por parte dos proprietários imobiliários na Europa, sendo que nos Estados Unidos e na Ásia este conceito se encontra mais desenvolvido. O relatório defende que o conceito de rooftops funciona, em teoria, em praticamente todos os edifícios, independentemente do seu uso principal, e apresenta-se como uma fonte de receita adicional e, em muitos casos, como potenciador do uso maioritário do imóvel.

Este conceito é definido tendo por base projetos existentes e bem-sucedidos, desafiando determinados princípios antes assumidos como inquestionáveis. Os rooftops não precisam de se localizar no ponto físico mais elevado do imóvel, nem têm necessariamente que estar a grandes alturas, ou gozar de vistas icónicas. A localização não tem obrigatoriamente que ser central na cidade, existindo já vários exemplos em zonas suburbanas. Como atributos chave comuns definem-se: um mínimo de dois pisos acima do solo; alguma vista, não necessariamente panorâmica ou icónica; localização com elevada densidade populacional; operador inovador; conceito com algum caracter único; e forte estratégia de marketing digital, particularmente ativa nas redes sociais.

A geração de rooftops apresentada no estudo da Cushman & Wakefield distingue-se por uma maior diversificação, identificando-se 3 categorias possíveis:

Restaurantes: a utilização mais comum é precisamente a de conceitos de restauração. No entanto, nesta nova conceção do produto é dado particular valor à qualidade gastronómica, em oposição aos conceitos do passado no qual este tema era frequentemente descurado. Os restaurantes em rooftop da nova geração caracterizam-se por: uma exploração por parte de cadeias de segmento elevado; operação num regime de 24 horas / 7 dias semana; e pela aposta na valorização dos acessos e na qualidade do design interior.  

Espaços de eventos: ainda que parte destes projetos sejam também restaurantes, a grande maioria da operação é enfocada na organização de eventos; outros são espaços exclusivos para eventos com serviço de catering adicional. Caracterizam-se pela sua elevada dimensão, normalmente resultam de reabilitações integrais de imóveis ou novos edifícios, contam com particularidades que conferem ao evento elementos surpresa (wow factor) e apostam essencialmente nos clientes corporativos, beneficiando de uma localização nas zonas prime de escritórios. 

Espaços de lazer: esta é a categoria de rooftop mais inovador e com maior potencial de crescimento. Abrange uma ampla variedade de conceitos, desde destinos noturnos de moda a espaços mais alternativos, culturais ou conceitos de lazer familiares. A aposta é enfocada na atividade de lazer oferecida, associada ao aspeto diferenciador do espaço em rooftop. Geralmente estes espaços não implicam um investimento significativo no design interior, até porque muito frequentemente operam num conceito de pop.up; alternando a oferta de atividades de lazer.

Em Portugal o conceito ganhou recentemente particular destaque, com a abertura de variados espaços tanto em Lisboa como no Porto. Os já mencionados Rio Maravilha e Park, são destacados no relatório por se localizarem em edifícios particulares, o primeiro num edifício industrial obsoleto adaptado para escritórios, e o segundo na cobertura de um silo de estacionamento. Estes dois conceitos desafiam algumas das convicções dos atuais operadores, nomeadamente no que refere à sinalética (inexistente em ambos os casos) e aos acessos (nos dois casos com reduzida aposta em design); sendo ainda assim um exemplo de sucesso.

A cidade de Lisboa é a que concentra a maioria dos rooftops identificados no âmbito do estudo, a quase totalidade são bares e restaurantes, representando os restaurantes 41% dos projetos. Os espaços instalados no topo de hotéis têm uma grande representatividade, 54% dos projetos.

No Porto o peso dos espaços inseridos em hotéis é superior, 64%, sendo menos representativos os restaurantes, 36%. O BASE é um bom exemplos deste tipo de espaços na cidade do Porto, ainda que fuja à definição estrita de rooftop, pois sendo uma cobertura de um edifício (a galeria comercial Passeio dos Clérigos) é também acessível diretamente pela Rua Dr. Ferreira da Silva. Este espaço encaixa em termos de conceito de exploração na definição dos rooftops de última geração, sendo o jardim e a vista para a Torre dos Clérigos o seu aspeto diferenciador. Um bom exemplo de rooftop inserido em projeto hoteleiro é o terraço do Yeatman, Hotel de 5 estrelas em Vila Nova de Gaia, também vocacionado para a organização de eventos.        

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Filipa Carmo

Marketing Manager

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