Mercado de investimento imobiliário em Portugal - Balanço do primeiro semestre de 2013

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Apesar da implementação dos planos de consolidação orçamental pelo governo português ter sido bem recebida pelos principais organismos internacionais, não se verificou qualquer aquisição por parte investidores estrangeiros durante o primeiro semestre de 2013, o que compara com a média da última década de 46% das transações totais.

Esta tendência contraria a que se está a registar na Europa, em que o investimento estrangeiro tem desempenhado um papel fundamental na maior parte dos setores, com um crescimento de 15% vs. 5% de investimento nacional.

Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield comenta, “Apesar da atividade de investidores estrangeiros no mercado imobiliário no primeiro semestre ter sido nula, já se consegue vislumbrar algum interesse no nosso mercado por parte de compradores estrangeiros. Estes variam em natureza dos chamados family offices (fortunas familiares geridas por profissionais), aos fundos oportunistas (normalmente de origem americana) e, mais recentemente, também a alguns fundos imobiliários e de pensões europeus, mais tradicionais. Embora com objetivos de rentabilidade diferentes (mais exigentes os oportunistas, e com visão de mais longo prazo os fundos e family offices), o que os une é a realização de que o imobiliário português, que sempre primou pela qualidade, começa a ter agora também um preço atrativo”.

Quanto aos volumes de investimento por setor de atividade em Portugal, o setor de retalho, em grande parte pelo negócio já referido da venda de metade do CascaiShopping, representou cerca de 89% do total do investimento do semestre. Seguiu-se o setor de escritórios, ao qual foram destinados 10% do volume total investido e o sector de industrial, com uma representatividade marginal.

Na Europa¸ os setores de retalho e industrial têm tido um papel mais predominante no crescimento da atividade imobiliária ao longo do ano, crescendo respetivamente 14% e 13%, tendo o setor de escritórios atingido o melhor desempenho do último trimestre, crescendo cerca de 4% para um total de 15,1 mil milhões de euros, representando 47% do mercado.

Em relação às yields prime, desde meados de 2007 que têm vindo a corrigir de forma generalizada, sendo contudo o impacto maior em termos de desvalorização dos ativos no mercado secundário. Em Junho de 2013 as yields prime situaram-se nos 7% para o comércio de rua; 7,75% para centros comerciais e escritórios; e 9,75% para industrial. As yields variam entre os 100 e os 275 pontos-base
quando comparadas com o pico do mercado em 2007. A incerteza quanto ao momento em que se irá dar a inversão da curva de crescimento da economia nacional reflete-se numa estagnação do valor das yields nos dois últimos trimestres, prevendo-se uma manutenção dos valores até ao final do ano.

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Marketbeat Portugal Outono 2018

O Marketbeat Portugal é um estudo semestral que analisa em detalhe a atividade dos setores de escritórios, retalho, industrial, residencial e hoteleiro, bem como a atividade de investimento imobiliário em Portugal. 

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